28 novembro 2010

Pedaços

Há tantas coisas que se partem,
mas tão poucas têm concerto.
Por vezes queremos apanhar todos os cacos...
e a cada tentativa de os agarrar nos magoamos.
É mais fácil quando nos conseguimos libertar da necessidade de os reparar.
A cada reparo que façamos, ficará uma marca,
e em cada marca uma fragilidade,
que ao mais pequeno abalo tem tendência a ceder.
Por isso vou guardar todos os pedaços quebrados,
cada um com o seu significado,
cada um com o seu valor.
E guardar-los-ei como todo o amor e dedicação.... para todo o sempre.

08 novembro 2010

O adeus....

Lá no infinito dos céus,
no mais distante de um olhar.
Deixamos um suspiro pairar no ar,
recordamos o passado como se do presente se tratasse.
Paramos para olhar uma última vez,
desejando não partir.
Mas esta corrente de vida,
de pouco ou nada nos prende,
apenas suporta o fardo,
deixando-nos suspensos á mercê dos caprichos do destino.
Agora já nada mais importa,
a tua corrente partir e com ela a tua vontade de viver.
Porem só nos resta um breve suspiro,
um olhar distante e uma lágrima no meu olhar.

21 outubro 2010

Palavras

Esta noite não quero estar só, por isso recorro á minha escrita.
Dela tiro algum alento e mesmo sabendo que não obterei respostas,
para estes momentos de interiorização, não imaginam como me faz tão bem.
Aqui sou eu e simplesmente eu,
sem máscaras ou fingimentos.
Porque muitas vezes riu por fora, mas por dentro choro desalmadamente.
Gosto de me rir quando estou com outras pessoas e como isso me faz esquecer os meus males,
tentando abstrair-me do que me preocupa e que por vezes me rouba também o sono.
Talvez me vejam como um muro, imponente e indestrutível,
mas como se enganam,
os meus alicerces são fracos e fáceis de sucumbir.
Bastava um olhar verdadeiro e profundo nos meus olhos,
para conseguir ver o quanto o meu coração chora.
Tantas vezes orei a Deus, chorei e implorei....
Pedindo que me indicasse uma solução,
amparando-me na minha luta interior.
Mas Deus nada podia fazer,
resignei-me á minha insignificância e habituei-me a falar comigo mesma.

19 outubro 2010

Porto de abrigo

Tal qual uma âncora estou presa a vós,
como um navio atracado num porto de abrigo.
Que me protege em terra firme,
evitando que as tempestades me arrastem ou destruam.
Deveria ser eu o comandante deste navio fazendo-o enfrentar o alto mar,
mas por vezes necessito descansar, baixar as velas e repousar.
E é então junto ao meu bom porto,
que encontro águas tranquilas, serenas e puras.
Um porto..............
Que para o qual não necessito de farol para me guiar.
Pois por mais distante ou perdida eu ande,
por mais arrombos o meu navio sofra com as marés enfurecidas,
acabo por me encontrar à deriva junto dele.
Aí nesse momento.................
Estendo a minha laçada forte, e prendo-me a vós.
Com a esperança de um novo amanhecer!!

15 outubro 2010

O estender de uma mão

Espero pelo impossível, como se pudesse mudar alguma coisa, vagueio em lugares incertos para mim difíceis de os distinguir.
Como um órfão que agarra a primeira mão que se estande, assim também sou um pouco eu.
Sou ausente de mim mesma e solidária comigo própria, estendo a mão a quem na pede sem olhar a tabus ou preconceitos.
Mas no entanto tenho receio de quem a mim me dá.
Por vezes nem nos damos conta de como um estendar a mão pode ser tão significante.
Quantas vezes queremos segurar nas nossas mãos, pessoas ou sentimentos, de forma a conseguir proteger, para que nada os possam magoar. Com é árdua esta simples tarefa, muitas vezes ingrata....
No entanto todos nós a desejamos!

07 outubro 2010

Alucinação

Alucinação acho que é a melhor expressão para descrever o que sinto,
cheia de certezas que existem dúvidas e dúvidas nas próprias certezas.
Busco sem saber bem o quê?!
Mas sinto que me falta algo, apesar de achar que nada me falta, um vazio que tem necessidade de ser preenchido, que no entanto o preencho mas não o sacio.
Misturo a razão com a emoção, mas que seria da emoção sem a razão e a razão  sem emoção?
Trilho caminhos nem sempre os mais certos ou até mesmo os mais curtos.
Mas passo a passo, tropeço atrás de tropeço,
Sigo andando, desenfreada pela dor e desespero,
Com a esperança de um dia encontrar o que procuro.




05 outubro 2010

Emoções

Há coisas na vida que nunca mudam, de uma certeza única e invulgar.
Assim como os rios, que por mais distantes e remotos,
seguem caminhos que nem sempre são fáceis acabando por encontram o mar.
Onde depositam e misturam as suas essências mais puras, como na troca de um primeiro beijo.
Deixando-se levar com as correntes e forças das mares, num vai e vem contínuo, simples e por vezes revoltoso.
Como dois amantes que tudo e nada têm a perder,
tudo o que importa é a necessidade  latente de se tocarem.
Por vezes deixamo-nos ser arrastados por emoções que pouco ou nada nos dizem,
 mas que no entanto, assim como o rio seguimos sem conseguir parar.
Que importa ter emoções se não conseguimos obter o melhor delas, de que server dizer eu sinto, se não exister a cumplicidade.
Tudo seria mais fácil se não construíssemos barreiras e fossemos simplesmente o que somos e nada mais.

09 março 2010

Pensamento

Loucura que vivo constantemente,
que me tira a paz e o sossego,
não sei como cortar as correntes,
para me libertar.
Será que não existe um retorno,
será que já não há cura,
por mais que eu me debata,
para me manter longe da insanidade,
mais insana me sinto.
Mais me afundo nas profundezas,
do desgosto e da dor,
a minha mente não pára,
não consigo deixar de pensar.
Sinto-me um naufrago,
sem esperança,
sem sonhos,
que tem por companhia a solidão
e como luz as estrelas,
que lhe vai dando alento nas noites mais frias.

04 março 2010

Tempo

Que tempo é este que me mata,
deixando-me confusa e sem alento.
Tempo que acho perdido,
que faz com que os meus pensamentos fiquem turbos,
sem sentido para mim mesma.
Queria parar o tempo e poder respirar de alívio,
sentir a liberdade esquecida e perdida.
O tempo, esse não perdoa,
não deixa voltar para atrás,
empurrando-me em frente,
do qual eu tenho medo e recuso-me a avançar.
Deixo-me prostrada no chão,
incapaz de levantar os olhos,
para enfrentar o incerto.
O tempo parece-me imenso,
porque não encontro o fim ao meu próprio tempo.

02 março 2010

Tela de cores

Com que cores pintas os teus sonhos?
Os meus sonhos são da cor do Arco-Íris,
cores que se confundem umas com as outras,
mas que no entanto juntas se tornam belas.
Se reparares nos dias mais chuvosos e cinzentos,
ao despertar de um raio de luz,
ali está ele cheio de cores.
Assim é a vida,
por mais difícil que ela seja,
por mais cinzenta que a gente a pinte,
haverá sempre um Arco-íris.
Esse Arco-íris, chama-se Esperança.
E enquanto todos nós mantivermos acesa essa chama,
brilhará para sempre nos nossos corações.
Fazendo com que os nossos sonhos ganhem cor,
mas se por ventura os sonhos não passarem de simples sonhos,
Não deixem desbotar essas cores,
porque um dia o Sol brilhará.

24 fevereiro 2010

Ás vezes......

Ás vezes sinto-me só...
perdida, em meus pensamentos,
pensamentos esses, que não passam de simples devaneios da alma.
Ás vezes sinto-me só...
mesmo rodeada por uma multidão de gente,
gente essa, que segue indiferente à minha presença.
Ás vezes sinto-me só...
simplesmente porque me sinto assim,
sinto que por vezes nem eu o sei explicar.
Ás vezes sinto-me só...
quando realmente estou mesmo só,
e quando realmente estou mesmo só.
sinto-me perdida,
do mundo e de mim.
Ás vezes sinto-me só...
e grito calada,
um grito abafado,
um grito sem som, para não incomodar ninguém.
Ás vezes......
Só...
Ás vezes...

19 fevereiro 2010

Tenho saudades...

Tenho saudades!!!
Saudades de todos os momentos,
dos risos,
das lágrimas,
de tudo que, por todos nós foi partilhado.
Será algo que jamais esquecerei,
as amigas que fiz,
os momentos que passamos juntas.
A vida por mais amarga que seja,
traz-nos sempre coisas boas,
E VÓS....
Sois umas das melhores coisas que que a vida me trouxe.
O meu muito obrigada a todas vós,
pela vossa amizade,
carinho,
compreenção,
e paciência.