28 fevereiro 2013

Alma Perdida


Reservado, calmo e tão distante, assim foi como eu te vi.
Tua alma consegui sentir, vagante e perdida...tão distante de ti próprio.
No teu pequeno mundo aonde tu te refugiavas, no canto em que tu permanecias.
Entre tantos risos, conversas trocadas, por tantos outros que por ti passavam....
tu apenas permanecias, envolvido nos teus próprios pensamentos e medos.
Senti que querias fugir, mas não sabias para onde e como o fazer...
então do nada, talvez por impulso da dor e da raiva.....
estendes o teu braço para me alcançar e para perto de ti me levas.
Meio perdido pelo teu ato, falas como se o teu mundo pudesse desabar entre nós....
e eu aturdida pelo momento, fiquei sem saber como agir.
Pois não era a mim que procuravas, mas sim o remédio para a tua própria dor,
tentavas buscar em mim a tua própria alegria de viver.
E assim tal como o teu impulso, agi eu para me afastar de ti.
E tu, ao teu mundo e canto retornas, mas com outra vontade latente na alma.

A vontade de saber quem eu era!!!