05 outubro 2010

Emoções

Há coisas na vida que nunca mudam, de uma certeza única e invulgar.
Assim como os rios, que por mais distantes e remotos,
seguem caminhos que nem sempre são fáceis acabando por encontram o mar.
Onde depositam e misturam as suas essências mais puras, como na troca de um primeiro beijo.
Deixando-se levar com as correntes e forças das mares, num vai e vem contínuo, simples e por vezes revoltoso.
Como dois amantes que tudo e nada têm a perder,
tudo o que importa é a necessidade  latente de se tocarem.
Por vezes deixamo-nos ser arrastados por emoções que pouco ou nada nos dizem,
 mas que no entanto, assim como o rio seguimos sem conseguir parar.
Que importa ter emoções se não conseguimos obter o melhor delas, de que server dizer eu sinto, se não exister a cumplicidade.
Tudo seria mais fácil se não construíssemos barreiras e fossemos simplesmente o que somos e nada mais.