28 novembro 2010

Pedaços

Há tantas coisas que se partem,
mas tão poucas têm concerto.
Por vezes queremos apanhar todos os cacos...
e a cada tentativa de os agarrar nos magoamos.
É mais fácil quando nos conseguimos libertar da necessidade de os reparar.
A cada reparo que façamos, ficará uma marca,
e em cada marca uma fragilidade,
que ao mais pequeno abalo tem tendência a ceder.
Por isso vou guardar todos os pedaços quebrados,
cada um com o seu significado,
cada um com o seu valor.
E guardar-los-ei como todo o amor e dedicação.... para todo o sempre.

08 novembro 2010

O adeus....

Lá no infinito dos céus,
no mais distante de um olhar.
Deixamos um suspiro pairar no ar,
recordamos o passado como se do presente se tratasse.
Paramos para olhar uma última vez,
desejando não partir.
Mas esta corrente de vida,
de pouco ou nada nos prende,
apenas suporta o fardo,
deixando-nos suspensos á mercê dos caprichos do destino.
Agora já nada mais importa,
a tua corrente partir e com ela a tua vontade de viver.
Porem só nos resta um breve suspiro,
um olhar distante e uma lágrima no meu olhar.