Tua alma consegui sentir,
vagante e perdida...tão distante de ti próprio.
No teu pequeno mundo aonde
tu te refugiavas, no canto em que tu permanecias.
Entre tantos risos,
conversas trocadas, por tantos outros que por ti passavam....
tu apenas permanecias,
envolvido nos teus próprios pensamentos e medos.
Senti que querias fugir,
mas não sabias para onde e como o fazer...
então do nada, talvez por
impulso da dor e da raiva.....
estendes o teu braço para
me alcançar e para perto de ti me levas.
Meio perdido pelo teu ato,
falas como se o teu mundo pudesse desabar entre nós....
e eu aturdida pelo
momento, fiquei sem saber como agir.
Pois não era a mim que
procuravas, mas sim o remédio para a tua própria dor,
tentavas buscar em mim a
tua própria alegria de viver.
E assim tal como o teu
impulso, agi eu para me afastar de ti.
E tu, ao teu mundo e canto
retornas, mas com outra vontade latente na alma.
A vontade de saber quem eu
era!!!
