Loucura que vivo constantemente,
que me tira a paz e o sossego,
não sei como cortar as correntes,
para me libertar.
Será que não existe um retorno,
será que já não há cura,
por mais que eu me debata,
para me manter longe da insanidade,
mais insana me sinto.
Mais me afundo nas profundezas,
do desgosto e da dor,
a minha mente não pára,
não consigo deixar de pensar.
Sinto-me um naufrago,
sem esperança,
sem sonhos,
que tem por companhia a solidão
e como luz as estrelas,
que lhe vai dando alento nas noites mais frias.

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