07 maio 2011

Areia

Tal como a areia,
deslizo por entre os teus dedos.
Perante a necessidade de me libertar,
de me desprender das tuas mãos.
Essas mãos que conhecem todo o meu ser,
que tocaram em cada recanto do meu corpo.
Deixa-me escapar, sem necessidade de voltares a tentar.....
Deixa que a areia solidifique,
de forma a endurecer todas as fragilidades,
que nela existe.
Pois de nada serve tentares segurar um punhado de areia solta,
acabará sempre por cair das tuas mãos.....
E tuas mãos ficarão para sempre vazias.......

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